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PESQUISA SOBRE EFEITOS ADVERSOS DA POLUIÇÃO


PESQUISA SOBRE EFEITOS ADVERSOS DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E SUA  EPIDEMIOLOGIA

2º Lugar do Prêmio Tião Sá de Educação Ambiental
para fornecimento de soft, favor entrar em contacto
Destaque no Jornal A Gazeta - 15/11/99 - Capa do caderno Grande Vitória
Menção Honrosa em Ata no Conselho Municipal de Meio Ambiente Ato de Louvor na Câmera dos Vereadores de Vitória
O Relatório foi entregue ao Secretário de Saúde de Vitória, ao Conselho Municipal de Meio Ambiente de Vitória,ao Conselho Estadual de Saúde e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
André Ruschi em frente ao Mapa epidemiológico da Grande Vitória

    
Com intenção de promover aos  alunos de uma escola conveniada uma educação integrada, associando o currículo obrigatório ao ensino da ecologia através da educação ambiental, estimulando também o desenvolvimento prático de pesquisas científicas no ambiente urbano, desenvolvemos  este projeto específico de trabalho com poluição, com os seguintes objetivos:
- Tornar o aluno consciente dos malefícios da poluição à saúde humana.
- Aperfeiçoar os conhecimentos de informática, biologia, ecologia, metereologia e sociologia.
- Instrumentalisar as comunidades com uma ferramenta auxiliar de diagnóstico e quantificação da magnitude da poluição atmosférica local, caso a caso.
- Apoiar a implantação do Código Estadual de Saúde conforme parâmetros da Agenda 21.

Introdução


A inexistência de materiais didáticos e práticos para a Educação Ambiental deste setor é quase absoluta, principalmente no que se refere à diagnóstico epidemiológico. Tal situação deixa as comunidades à mercê de opiniões, medidas e parâmetros de poluição, sem que a própria comunidade possa discutir sua situação, conhecê-la em detalhes e buscar alternativas práticas no seu cotidiano, afim de aliviar os efeitos adversos e comuns na maioria da população das grandes metrópoles.

Da mesma maneira, a vigilância Epidemiológica carece de programas didáticos que possibilitem uma discussão franca da situação com a população, atrasando a tomada de atitudes do setor educativo de governo, necessárias ao atendimento clínico diário da comunidade.

As escolas, evidentemente, ficam tão carentes como o resto da sociedade, das informações e práticas necessárias ao conhecimento da situação. E sem este conhecimento, como poderá melhorar-se a situação atual? Um cidadão alienado nada consegue fazer.

Eis portanto, o vazio didático que esta ferramenta pretende preencher, como um instrumento simples, em linguagem atual, de fácil manuseio e auto-aplicável, em qualquer região do planeta.



Programa básico de estudos



Metereologia

Previsões metereológicas – jornal e TV;
Flutuações climáticas;
Condicionamento do clima às flutuações climáticas;
Interferência da poluição no clima;
Experiências sobre o clima.


Poluição Atmosférica

Efeitos sobre a saúde, o clima e a área verde (interdependência);
Situação da Grande Vitória;
Experiências básicas para observação da poluição do ar.


Solo – Eucalipto – Floresta

Impacto ambiental;
Solo e estrutura de vegetação variável;
Legislação florestal;
Desenvolvimento sustentável.


Conceitos básicos:

Padrões primários de poluição atmosférica são aqueles que uma vez ultrapassados afetarão a saúde da população de maneira drástica.

Padrões secundários de poluição atmosférica
são as concentrações nas quais se preve um mínimo de efeitos adversos ao bem estar da população.
Estes padrões são estabelecidos por poluentes, isoladamente, e definidos em lei ou regra específica de origem federal. Ao se considerar a interação de diversos poluentes na atmosfera, mesmo em pequenas quantidades, uma substância potencializa a outra catalisando os efeitos adversos à saúde humana. Desta  maneira, padrões considerados secundários de diversos poluentes juntos, devem ser considerados como primários.

A prova material deste fato é exatamente a incidência de sintomas da saúde afetada em níveis epidêmicos altos, comparando-se a regiões sem índices de poluição atmosférica significativa.

Dispersão da poluição atmosférica:  Os poluentes atmosféricos, gases e partículas, são transportadas pelos ventos. As regiões mais afetadas são aquelas imediatamente localizadas na direção dos ventos dominantes da região.
   As partículas maiores depositam-se numa distância mais próxima. Já os gases podem atingir grandes distâncias, em alguns casos, mais de 300 kms.
   No entanto, quando ocorre inversão térmica atmosférica, gases e partículas precipitam-se juntamente com a umidade do ar, alcançando grandes concentrações, pois o que antes era espalhado pelo vento, numa grande área, passa a ficar concentrado numa área menor.
   Este é o período crítico, geralmente de madrugada, que afeta muito, principalmente idosos, cardiopatas, doentes respiratórios crônicos e recém nascidos.

 

Dicas sobre sintomas

Dor de cabeça : Os gases atmosféricos poluentes afetam a circulação, provocam tensão nervosa, podem aumentar a pressão sanguínea e juntamente com partículas afetam os sinus faciais provocando dores de cabeça diversas. Se a dor for contínua e persistente é necessário atendimento médico especializado. Deve-se procurar respirar melhor. Chá de cidreira e hortelã.
 
Tosse: A tosse é um indicativo que há algum problema. Se for contínua e persistente é necessário atendimento com médico especialista. Quando há a presença de gases e particulados atmosféricos ocorrem episódios de tosse e espirros como uma defesa do organismo. Deve-se respirar melhor e fazer gargarejos. Chá de romã e alfavaca.
 
Entupimento do nariz: É provocado por gases e material particulado atmosférico, além de doenças virais e alergias diversas. Algumas destas alergias são originadas por poluições. Geralmente é um indicador de que a situação ambiental  não está adequada. Deve-se lavar o nariz com solução fisiológica e respirar melhor. Inalação com chá de eucalipto e hortelã.
 
Ardência nos olhos: É provocada por gases , partículas e algumas doenças. Quando de origem ambiental é conveniente usar óculos e pingar algum colírio bem diluído em soro fisiológico.
 
Como respirar melhor:
-  fazer caminhadas em ambiente não poluído
-  não fumar
-  fazer exercícios respiratórios sempre que possível
-  quando estiver em ambiente poluído observe cuidados e restrições
-  tenha uma boa postura corporal
-  descanse adequadamente
-  quando o vento trouxer a  poluição feche as janelas

Dicas sobre poluentes e seus sintomas

Entrega do Relatório ao Secretário de Saúde de Vitória-ES 
e ao conselho Estadual de Saúde do ES

 

Clique aqui para ver a tabela


EPIDEMIOLOGIA DE SINTOMAS ALERGO 
RESPIRATÓRIOS da REGIÃO DA GRANDE VITÓRIA

O presente estudo foi realizado através de simples entrevistas e coleta de depoimentos por preenchimento de questionário, durante a X FEIRA DO VERDE realizada no Município de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, em setembro de 1999, e na Exposição Vida e Obra de Augusto Ruschi, realizada no Shopping Vitória no período de 27 de Março a 2 de Abril de 2000.
Os depoimentos foram coletados por alunos do 1o grau da Escola Espaço Dinâmico como estudo interdisciplinar de ciências e informática, em programa de implantação de Educação Ambiental idealizado e implantado sobre orientação de André Ruschi, Conselheiro do conselho Estadual de Saúde.
A metodologia de coleta de dados é sujeita a erros de depoimentos causados pelo desconhecimento analítico e científico da sintomatologia específica. É aquilo que o depoente sente e acha que é.

É previsível portanto piores estatísticas entre o público que não tem esses cuidados e recursos financeiros.

O estudo será continuado com uma série de sessões de aplicação do questionário em bairros e locais específicos no entorno da região.
Outros procedimentos no sentido de orientar à população a respeito de cuidados e divulgação dos dados serão adotados, através da imprensa falada , escrita e televisiva , entrevistas e audiências com autoridades públicas e exposições.
Estas orientações serão organizadas a partir de uma pesquisa de ciências feita pelos alunos, onde deverá constar:

1. O que é cada sintoma
2. Como cuidar
3. Qual a origem
4. Como prevenir


Pretende-se estimular também o processo de cidadania e participação social na solução dos problemas que atingem a região, de maneira que

  • aluno desenvolva o senso de que ele é importante para o desenvolvimento das soluções;
  • que está fazendo algo importante.

Dificilmente os problemas sociais terão solução sem a participação maciça da sociedade.



Metodologia Aplicada para a Coleta de Dados

Para alcançar os objetivos da pesquisa, foi desenvolvido o seguinte questionário:


BOCA DE URNA DA POLUIÇÃO
Qual bairro você mora? _______________________________
Tem poluição no seu bairro?    (   ) Sim Qual? __________________________
                                              (   ) Não
Qual o apoio ou orientação que você recebe do governo por causa disto?
____________________________________________________________________
Recebe algum apoio das empresas poluidoras?
____________________________________________________________________
Assinale os sintomas que você sente:


(   ) queimação nos olhos
(   ) ardência nas narinas
(   ) falta de ar
(   ) rinite
(   ) sinusite
(   ) tosse
(   ) pressão alta
(   ) estresse
(   ) enxaqueca

(   ) escamação da pele
(   ) dor nos ossos
(   ) dor de cabeça
(   ) tontura
(   ) ansiedade
(   ) perda dos sentidos
(   ) entupimento do nariz
(   ) dor de ouvido
(   ) pressão sobre o coração

Você é fumante? ( ) Sim ( ) Não
Sugestões ou opiniões:

 

As pessoas foram abordadas durante a Feira do Verde e no Shopping Vitória sendo solicitadas a preencherem um formulário de pesquisa sobre poluição.
Muitas pessoas se esquivaram de responder acreditando ser mais uma pesquisa inútil ou interesseira. Porém, as pessoas que se propuseram responder o questionário, ou por simples educação, ou por não desejarem frustrar um trabalho escolar de um aluno uniformizado, somaram, no fim do evento, um número de 1920 entrevistados válidos, ou seja, que preencheram o campo destinado ao bairro em que residiam. No Shopping Vitória o número de entrevistados válidos alcançou a marca de 945.
Os dados foram digitados e tabulados pelos alunos em planilha eletrônica da Microsoft Exel, nos  locais dos eventos, utilizando-se de um computador pessoal modelo Notebook, que gerava instantaneamente o gráfico de totalização, e o resultado era transferido frequentemente para um painel gráfico, que por meio de pinos coloridos, retratava o gráfico obtido pela tabulação dos dados.
Para facilitar o trabalho durante o evento, apresentamos ao público apenas o resultado total, revelando a todos os entrevistados a importância de se produzir tabulações por regiões, para se localizar os efeitos da poluição atmosférica e os sintomas alergo respiratórios específicos de cada área de impacto ambiental, ressaltando sempre, que os dados seriam tabulados por regiões e que seriam entregues aos órgãos competentes, e que seriam veiculados por jornais que se interessassem em transmitir à opinião pública, bem como disponíveis na rede internacional de computadores, a Internet.
Desta forma, apresentamos neste relatório, os dados totais de nossa pesquisa, bem como os dados específicos de cada região, alem de dados comparativos por regiões.
Acreditamos assim estar contribuindo para a cidadania de nossos alunos, bem como prestando um serviço de informação e educação ambiental para a comunidade a qual pertencemos, que influencia nossa vida, bem como é influenciada por nós.
Os dados numéricos quantitativos e percentuais totais foram:

SINTOMA

Reclam.

%

Dor de cabeça

2029

51,99%

Entupimento do nariz

1698

43,50%

Tosse

1679

43,02%

Estresse

1565

40,10%

Queimação dos olhos

1436

36,79%

Ardência nas narinas

1293

33,13%

Sinusite

1182

30,28%

Ansiedade

1001

25,65%

Enxaqueca

987

25,29%

Rinite

962

24,65%

Falta de ar

937

24,01%

Tontura

819

20,98%

Dor de ouvido

617

15,81%

Dor nos ossos

520

13,32%

Escamação da pele

400

10,25%

Pressão sobre o coração

311

7,97%

Pressão alta

285

7,30%

Perda dos sentidos

130

3,33%


Entrevistados

3903

 

Fumantes

377

9,66%

Apresentamos a seguir a relação de bairros e localidades incluídos em cada região para organização dos dados:
Região A – Bairro Referência – Jardim Camburi
Atlântica Ville, Bairro República, Goiaberas, Jardim Camburi, Jardim da Penha , Maria Ortiz, Mata da Praia, Morada de Camburi e Pontal de Camburi
Região B – Bairro ReferênciaPraia do Canto
Barro Vermelho, Enseada do Súa, Ilha do Boi, Praia do Canto, Praia do Suá, Santa Luiza e Santa Lúcia
Região C –
Bairro de Lourdes, Bento Ferreira, Ilha de Monte Belo e Monte Belo
Região D –
Centro, Forte São João, Ilha do Príncipe, Morro do Moscoso, Parque Moscoso e Vila Rubim
Região E –
Alagoana, Alto Caratoira, Bela Vista, Bonfin, Caratoira, Estrelinha, Grande Vitória, Inhangueta, Nova Palestina, Resistência, Santo Antônio, São José , São Pedro e Universitário
Região F –
Alto Itararé, Andorinhas, Bairro da Penha, Consolação, Expedito, Fonte Grande, Horto de Maruípe, Ilha das Caieiras, Ilha de Santa Maria, Itararé, Jabour, Jesus de Nazaré, Joana D'Arc, Jucutuquara, Maruipe, Romão, Santa Marta, Santo André, São Benedito, São Benedito, São Cristóvão e Tabuazeiro
Região G –
Itapoã, Praia da Costa, Prainha e Vila Velha
Região H –
Alecrim, Alto Boa Vista, Araças, Argolas, Aribiri, Ataide, Bela Aurora, Boa Vista, Cristovão Colombo, Glória, Guaranhuns, Ibes, Ilha das Flores, Ilhas dos Bentos, Jaburuna, Jardim Asteca, Jardim Colorado, Jardim Guadalajara, Nossa Sa da Penha, Novo México, Paul, Santa Inês, Santa Rita, Santos Dumont, Soteco, Vale Encantado, Vila Batista, Vila Garrido e Vila Nova
Região I –
Alto Lage, Alvorada, Cobilândia, Itaquari, Jardim América, Jardim Marilândia, Rio Marinho e São Torquato
Região J –
Barra do Jucú, Cocal de Vila Velha, Coqueiral de Itaparica, Ponta da Fruta, Praia das Gaivotas e Santa Mônica
Região K –
André Carlone, Bairro de Fátima, Carapina, Eurico Salles, Jardim Carapina, Jardim Limoeiro, Jardim Tropical, José de Anchieta, Laranjeiras, Nova Carapina, Nova Carapina, Nova Carapina II, Parque Residencial Tubarão, São Diogo, Solon Borges, Taquara e Valparaíso
Região L – Bairro Referência – Serra
Barcelona, Campinho da Serra I, Cidade Continental, Eldorado, Mata da Serra, Pitanga, Planalto Serrano, Porto Canoa, São Marcos, Serra, Serra Dourada, Vila Nova de Colares, Vista da Serra e Vista Dourada
Região M –
Carapebus, Coqueiral de Aracruz, Costa Bella, Feu Rosa, Jacaraípe, Manguinhos, Nova Almeida e Praia Grande
Região N – Bairro Referência – Cariacica
Bandeirantes, Cariacica, Castelo Branco, Dom Bosco, Flexal , Itaciba, Itangua, Jardim Bela Vista , Jardim Boa Vista, Jardim Botânico, Jardim de Ala, Nova Brasília, Nova Valverde, Novo Brasil, Novo Horizonte, Porto de Santana, Porto Novo, Sotema, Vale dos Reis, Vale Esperança, Vera Cruz, Vila Betania, Vila Capixaba e Vila Prudêncio
Região O –
Campo Grande e Marcílio de Noronha
Região P –
Aracruz, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim; Colatina; Conceição da Barra, Domingos Martins, Fundão, Guarapari, Itarana, Itaúnas, Jequitiba, João Neiva, Linhares, Muniz Freire, Muquiçaba, Piúma, Praia do Morro, Rio Novo do Sul, Santa Cruz, Santa Teresa, Timbuí e Viana.
Região Q –
AM, Campina Grande; Campos-RJ; DF, Diamantina, Maringa, PR, RJ, RS, SP.
Região P –
Fradinhos

Clique aqui para ver a tabela com o quadro comparativo por regiões